terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Zitat

"Wer nicht von dreitausend Jahren
sich weiß Rechenschaft zu geben,
bleib im Dunkeln unerfahren,
mag von Tag zu Tage leben."


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cheiro de chuva em setembro



A chuva em si não tem cheiro, mas ela o provoca. Mesmo em Belo Horizonte, uma sala da biblioteca da faculdade de letras, o cheiro vindo de fora invade. É inebriante. As chuvas costumam trazer prejuízos e perdas para muitas pessoas, mas também evocam boas lembranças.
A começar por aniversários, de minhas irmãs e minha mãe.
Quantos deles foram passados sob o som da chuva, misturado ao de “É o tchan”? Ou então sob a queda de energia e trovões, que entorpeciam as crianças?
Os cachorros trazidos para dentro de casa, medrosos. Ou entregues à sorte, com um pequeno pano sob a escada da horta para se enroscarem – tentativa inútil de os proteger.
O jogo de rouba-monte aprendido da bisavó, à luz das velas na copa da casa. Ou os inúmeros castelinhos de cartas, construídos no chão da sala. Desmoronavam, derrubados por uma corrente de vento ou uma pisada mais forte.
O natal com a piscina de plástico, cheia de balões coloridos: surpresa do papai-noel, que sob a chuva, impediu o coração de criança de voar pela boca.

Enfim, lá fora a estação chegou...
Alguém aí empresta um guarda-chuva?

domingo, 17 de março de 2013

A linha geral (as máquinas de imagens)

"Assegurando maquinalmente a multitransmissão em tempo real da imagem (não importa que imagem), a televisão, no fundo, transformou o espectador - que, no escuro e no anonimato da sala de cinema, tinha ao menos uma forte identidade imaginária - numa espécie de fantasma indiferenciado, a tal ponto eclipsado pela  luz do mundo que se tornou completamente transparente, invisível, não existe como tal (ele é, na melhor das hipóteses, uma cifra, um alvo, um índice de audiência): uma onipresença fictícia, sem corpo, sem identidade e sem consciência.".

 - Philipe Dubois

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nudez

Benoît-Louis Prévost
l'Encyclopédie de Diderot et d'Alambert
A Filosofia e a Razão arrancam o véu da Verdade, que irradia luz.