
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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5. eu penso conforme o tempo
eu danço conforme o passo
eu passo conforme o espaço
eu amo conforme a fome
eu como conforme a cama
eu sinto conforme o mundo
mas no fundo
eu não me conformo
19. eu quero
amor piscina
que sobe e desce trampolins
cai e sai nadando
amor em que se afunda e simplesmente
sai se amando
23. eu não sou nada disso
que você está pensando
por isso venha com calma
porque eu conheço esse tipo
quem quer acertar na mosca
acaba errando de sopa
24. hoje eu sonhei tão alto
que as aves na minha janela pousaram
e pediram que eu sonhasse mais baixo
porque elas lá em cima voavam
54. me recuso a dar informações
sobre o paradeiro das minhas idéias malditas
elas se escondem bem demais
só eu sei o caminho só eu sei
em quem dói mais
56. odeio
a ignorância dessa aldeia
escapo pelas frestas
embarco em outros vôos
já tenho minhas passagens
secretas
(Martha Medeiros)
eu danço conforme o passo
eu passo conforme o espaço
eu amo conforme a fome
eu como conforme a cama
eu sinto conforme o mundo
mas no fundo
eu não me conformo
19. eu quero
amor piscina
que sobe e desce trampolins
cai e sai nadando
amor em que se afunda e simplesmente
sai se amando
23. eu não sou nada disso
que você está pensando
por isso venha com calma
porque eu conheço esse tipo
quem quer acertar na mosca
acaba errando de sopa
24. hoje eu sonhei tão alto
que as aves na minha janela pousaram
e pediram que eu sonhasse mais baixo
porque elas lá em cima voavam
54. me recuso a dar informações
sobre o paradeiro das minhas idéias malditas
elas se escondem bem demais
só eu sei o caminho só eu sei
em quem dói mais
56. odeio
a ignorância dessa aldeia
escapo pelas frestas
embarco em outros vôos
já tenho minhas passagens
secretas
(Martha Medeiros)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Infância em imagens
Toalhas
Verde verde azul vermelho
Luiz Luan Luiza Luana
Luiz-Luiza, Luan-Luana
- Luan Luiza, Luiz Luana?!
A vermelho (amor)
E amarelo (sol)
I verde (plantas)
O roxo de (roxo, oras!)
U azul do céu
Entende quem quiser.
Inglaterra azul
Alemanha vermelha
França amarela
e
Itália verde
Descobertas
Osaka no Japão? Não.
Ottawa no Japão? Não.
São Paulo Canadá
Branco e vermelho.
Bolo de abacaxi com coco estraga a festa.
A bisa com os bichinhos de pelúcia e
Muitos pirulitos.
Brigadeiro é essencial
Cajuzinho e moranguinho só completam.
Mas na cabeça da vovó tem muitos outros.
Férias na cidade grande
Desenho vermelho azul e amarelo
Lápis de cor colore tudo
Até sorriso de adulto
A garagem dos esportes mais diversos
Escorregando na ardósia azul marinho
A tarde ensolarada no clube
Engole água pelo nariz
Chuva forte não derruba
Casinhas de carta de baralho
Só apaga a luz.
Mamãe e papai brigando de novo
Giram o mundo em volta de si;
Mas de lágrimas é melhor não lembrar
A piscina de plástico azul na tarde cinza;
Chuva e balões coloridos.
Codorna, galinha, coelho, peixinho e tartaruga
Um chinelo e melancia também
- e felicidade às crianças, papai noel!
Luzes na árvore de natal.
Tudo chega ao fim.
Verde verde azul vermelho
Luiz Luan Luiza Luana
Luiz-Luiza, Luan-Luana
- Luan Luiza, Luiz Luana?!
A vermelho (amor)
E amarelo (sol)
I verde (plantas)
O roxo de (roxo, oras!)
U azul do céu
Entende quem quiser.
Inglaterra azul
Alemanha vermelha
França amarela
e
Itália verde
Descobertas
Osaka no Japão? Não.
Ottawa no Japão? Não.
São Paulo Canadá
Branco e vermelho.
Bolo de abacaxi com coco estraga a festa.
A bisa com os bichinhos de pelúcia e
Muitos pirulitos.
Brigadeiro é essencial
Cajuzinho e moranguinho só completam.
Mas na cabeça da vovó tem muitos outros.
Férias na cidade grande
Desenho vermelho azul e amarelo
Lápis de cor colore tudo
Até sorriso de adulto
A garagem dos esportes mais diversos
Escorregando na ardósia azul marinho
A tarde ensolarada no clube
Engole água pelo nariz
Chuva forte não derruba
Casinhas de carta de baralho
Só apaga a luz.
Mamãe e papai brigando de novo
Giram o mundo em volta de si;
Mas de lágrimas é melhor não lembrar
A piscina de plástico azul na tarde cinza;
Chuva e balões coloridos.
Codorna, galinha, coelho, peixinho e tartaruga
Um chinelo e melancia também
- e felicidade às crianças, papai noel!
Luzes na árvore de natal.
Tudo chega ao fim.
O que sinto é como boiar no alto mar ao sabor das ondas e da vertigem. É a solidão total. É um estado intermediário entre sonhar acordado e ser possuído pela realidade. É querer chorar a cada segundo que passa, não só por sentir que ele passa, mas por não ver nada mudar. Tudo continua o mesmo. O que muda é o vulcão dentro de mim, que cospe lavas de forma mais rápida ou menos rápida. Porém sempre com uma dificuldade incrível. Procuro ar, ando de forma leve e imprecisa, e acho o assento na varanda. Ver é desnecessário, já conheço de cor a paisagem de cercas elétrificadas, muros altos, cimento concetro cimento concreto. Telhas queimando ao sol, cachorros mancando errantes ao sol, a poeira, os fios, o lixo, o reboque.. O colonialismo do início do século, como sinalisaria Lygia Fagundes Telles. Ouvir também é desnecessário. Eu quero é o meu silêncio, o mais profundo, e o silêncio do outro que entende. Cadê? Não é um desejo, é uma necessidade encontrar esse ser que seja cúmplice, que saiba sentir junto o que for. Seja o uivo do vento, que estremece, ou a sinfonia das gotas da chuva tocando o chão.
Eu quero me libertar da miséria humana.
Eu quero me libertar da miséria humana.
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