terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cerejas.
Lar, sinceridade, aconchego.
Um abraço, um sorriso, um livro.
Um raio de luz na mecha loira e no olhar tão tenro.

O momento já foi um agora.
O tempo nos arrasta com a força de um trator.

Um grito
Eu quero meu sentido de volta.


Luan Guerra.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Az igazi költészet mélyről fakad...
Mint a szerelem.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Macabéa

"O jeito é começar de repente assim como eu me lanço de repente na água gélida do mar, modo de enfrentar com uma coragem suicida o intenso frio".

"É. Eu me acostumo mas não amanso. Por Deus! eu me dou melhor com os bichos do que com gente. Quando vejo meu cavalo livre e solto no prado - tenho vontade de encostar meu rosto no seu vigoroso e aveludado pescoço e contar-lhe a minha vida. E quando acaricio a cabeça do meu cão - sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique".

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pâle Mai.

Não faço ideia de quando vou perceber isso que aconteceu hoje.

Desde já saudades, Vô Joaquim.

Itabira, 27 de Maio de 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Às vezes

Às vezes o céu está escuro e sem estrelas;
Às vezes a tristeza é amarga e estampa-se
em nossas faces;]
Às vezes o coração é piegas e anseia por um
tempo bom.]

Luan Guerra.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ciranda

Eu quero um vento sibilante e gélido
Com grossas nuvens de poeira, chuva, neve e trovões
Que me façam rir e dançar, como em uma ciranda
Sobre os cacos.

Luan Guerra.

Wide awake

Sem acordar o sono da cidade
Uma luz de quarto se acende.
Um coração pesado
bate e
grita e
geme e
dói e
Este silêncio - pequeno intervalo das batidas.
Esta luz - minha fraqueza,
As saudades.

Luan Guerra.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Freiheit

To Nati, from Vladivostok :)

Frisson*

Composição: Tunai/ Sérgio Natureza

**


Meu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei: que bom...
Parece, enfim acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim sem me avisar
Pra acelerar...
Um coração que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado
Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais

Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal
Me enfeitiçou
Eu nunca vi nada igual
De repente...
Você surgiu na minha frente
Luz cintilante
Estrela em forma de gente
Invasora do planeta amor
Você me conquistou

Me olha, me toca, me faz sentir
Que é hora, agora, da gente ir.


* Frisson, em francês, significa "frêmito", "arrepio".
** Imagem meramente ilustrativa.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Carência

Durante esta semana eu cheguei a pensar em várias coisas que seriam tema para revitalizar este meu blog. Está ficando velhinho aos poucos e tem tido pouca atenção de minha parte. Estive doente alguns dias, muito doente mesmo, amígdalas inflamadas e não conseguia comer nada. Enfim, fiquei fraco, perdi peso e acho somente agora depois de um mês estou bem de novo! rs... Como eu dizia, eu pensei em várias coisas. Reli "Um sopro de vida" de Clarice Lispector e estou lendo agora "O morro dos ventos Uivantes" ("Wuthering Heights", em inglês, de Emily Brontë) e cheguei a fazer muitas reflexões. Acho porém que aqui ainda não é o espaço para eu escrever as coisas que eu penso no meu mais íntimo, em relação a filosofia, em relação a minha vida e a quem eu sou, porque são coisas que são muito interiores e que eu não consigo achar palavras pra transmití-las. De certa forma, só consigo sentir aquele momento. São como choques de realidade, baques que me fazem pensar e repensar alguns paradigmas da minha vida. E tiram-me o ar, deixam-me em estado de alerta, não sei mas imagino ser como atingir um certo nível de meditação. Às vezes pensar no nada faz com que nos deparemos com o que há de mais verdadeiro em nós mesmos.
Para não fugir do tema do título que escolhi, devo confessar que ando muito carente. Comentei algum dia desses com uma amiga e é engraçado que em às vezes, quando digo algo que que era só sentimento ou "pensamento", sinto que a coisa se concretiza de alguma maneira. Ou seja, ao falar que eu estava carente é que me dei conta de que realmente estava carente. A minha intenção era fazer um comentário avulso, sem importância, mas depois percebi a veracidade do mesmo.
Bom, eu não quero fazer indagações ao vento ou utilizar-me de clichés para falar sobre este tema. Fazendo isso eu poderia até fazê-lo render, mas esta está longe de ser minha intenção. Parece-me, e isso é difícil aceitar, parece-me mais fácil ter ESPERANÇA em encontrar um dia aquele alguém do que mesmo escrever ou questionar algo. Ter esperança é algo sutil, quase que um harmônico cintilante da primeira corda do violão. Acho que durante estes dias eu percebi a diferença entre esperança e afobamento e ansiedade. Esperança brilha leve, sem pesar no dia-a-dia, diferente desses outros dois. Eu tenho esperança em um dia encontrar alguém para estar junto, alguém que saiba esquentar e esfriar, alguém a quem não seja necessário explicações para estar ao lado. Alguém para ser companheiro, construir algo concreto aos poucos, planejar, em descobrimento mútuo. Brigar também - mais que normal - e depois reconciliar com um abraço sincero e amigo. Perguntar "quando saber se a pessoa apareceu?" parece uma grande ignorância, afinal quando descobrimos um grande amigo ou uma grande afinição, simplesmente descobrimos, é só pegar no ar.
Falar sobre isso chega a ser inspirante e até dá uma vontade de sorrir; creio que manter esse direcionamento pode ser uma boa ideia.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dieses Leben - Juli


"Tire-me a força
Tire-me o coração
Tire-me toda a esperança
e toda a dor
de minhas mãos
E não me devolva mais."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sonho de independência:

Quando eu puder pagar, do meu próprio bolso, minhas próprias torradas e meu chá.
E tudo o mais que eu precisar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

"Mas o pensamento voou para longe.

Uma vez, há muitos, muitos anos um menino olhou a vida com olhos interrogadores. Tudo era mistério em torno dele. Era numa casa grande. O arvoredo que a cercava amanhecia sempre cheio de cantos de pássaros. O mundo não terminava ali no fim daquela rua quieta, que tinha um cego que tocava concertina, um cachorro sem dono que refestelava ao sol, um português que pelas tardinhas se sentava à frente de sua casa e desejava boa tarde a toda a gente. Não. O mundo ia além. Além do horizonte havia mais terras, e campos, e montanhas, e cidades, e rios e mares sem fim. Dava na gente vontade de correr mundo, andar nos trens que atravessam as terras, nos vapores que cortam os mares. Andar... Nos olhos do menino havia uma saudade impossível, a saudade de uma terra nunca vista. Um dia - quem sabe? - um dia um vento bom ou mau passa e leva a gente. Um dia..."

Clarissa, página 24 - Érico Veríssimo

sábado, 16 de janeiro de 2010

Endormie

Cheveux mouillés
Bras repliés
Retrouvée fenêtre ouverte
l'air
par la fenêtre

Pour que l'amour me quitte...

Camille Dalmais - Pour que l'amour me quitte.