quinta-feira, 8 de abril de 2010

Carência

Durante esta semana eu cheguei a pensar em várias coisas que seriam tema para revitalizar este meu blog. Está ficando velhinho aos poucos e tem tido pouca atenção de minha parte. Estive doente alguns dias, muito doente mesmo, amígdalas inflamadas e não conseguia comer nada. Enfim, fiquei fraco, perdi peso e acho somente agora depois de um mês estou bem de novo! rs... Como eu dizia, eu pensei em várias coisas. Reli "Um sopro de vida" de Clarice Lispector e estou lendo agora "O morro dos ventos Uivantes" ("Wuthering Heights", em inglês, de Emily Brontë) e cheguei a fazer muitas reflexões. Acho porém que aqui ainda não é o espaço para eu escrever as coisas que eu penso no meu mais íntimo, em relação a filosofia, em relação a minha vida e a quem eu sou, porque são coisas que são muito interiores e que eu não consigo achar palavras pra transmití-las. De certa forma, só consigo sentir aquele momento. São como choques de realidade, baques que me fazem pensar e repensar alguns paradigmas da minha vida. E tiram-me o ar, deixam-me em estado de alerta, não sei mas imagino ser como atingir um certo nível de meditação. Às vezes pensar no nada faz com que nos deparemos com o que há de mais verdadeiro em nós mesmos.
Para não fugir do tema do título que escolhi, devo confessar que ando muito carente. Comentei algum dia desses com uma amiga e é engraçado que em às vezes, quando digo algo que que era só sentimento ou "pensamento", sinto que a coisa se concretiza de alguma maneira. Ou seja, ao falar que eu estava carente é que me dei conta de que realmente estava carente. A minha intenção era fazer um comentário avulso, sem importância, mas depois percebi a veracidade do mesmo.
Bom, eu não quero fazer indagações ao vento ou utilizar-me de clichés para falar sobre este tema. Fazendo isso eu poderia até fazê-lo render, mas esta está longe de ser minha intenção. Parece-me, e isso é difícil aceitar, parece-me mais fácil ter ESPERANÇA em encontrar um dia aquele alguém do que mesmo escrever ou questionar algo. Ter esperança é algo sutil, quase que um harmônico cintilante da primeira corda do violão. Acho que durante estes dias eu percebi a diferença entre esperança e afobamento e ansiedade. Esperança brilha leve, sem pesar no dia-a-dia, diferente desses outros dois. Eu tenho esperança em um dia encontrar alguém para estar junto, alguém que saiba esquentar e esfriar, alguém a quem não seja necessário explicações para estar ao lado. Alguém para ser companheiro, construir algo concreto aos poucos, planejar, em descobrimento mútuo. Brigar também - mais que normal - e depois reconciliar com um abraço sincero e amigo. Perguntar "quando saber se a pessoa apareceu?" parece uma grande ignorância, afinal quando descobrimos um grande amigo ou uma grande afinição, simplesmente descobrimos, é só pegar no ar.
Falar sobre isso chega a ser inspirante e até dá uma vontade de sorrir; creio que manter esse direcionamento pode ser uma boa ideia.

Nenhum comentário: